A História da DRAC tem as suas raízes em meados de 2004, na altura o problema era muito parecido com o que encontramos ainda hoje na cidade da Figueira da Foz, a falta de espaços culturais onde as bandas e artistas com menos relevo comercial pudessem apresentar os seus projectos ao público.
De maneira a resolver esse problema e visto que os músicos e bandas teriam de ser parte obrigatória da solução, reunimos um pequeno grupo de amigos que incluíam membros de bandas locais e alguns aficionados pelo cenário da música dita “underground” e juntos propusemo-nos a organizar três festivais intitulados Primal Fest que contariam com 4 bandas em cada edição.
O primeiro foi realizado na Cova-Gala no Grupo Mocidade Covense, o segundo em Santa Luzia de Lavos no Sport Club de Lavos, o último foi realizado ao ar livre na Fonte dos Caçadores e intitulado de Primal Fest – Open Air.
Não foi o sucesso, mas sim o prazer e adrenalina de organizar aqueles eventos, que nos levou em 2007 a voltar a organizar um pequeno festival com bandas locais num Armazém na Ilha da Morraceira, o armazém na altura pertencia ao pai de um dos nossos fundadores, e era lá que ensaiava-mos bandas já a uns bons anos.
O evento correu tão bem que o festival teve quatro edições, com o nome de Warfest Festival e que contaram com presença de 15 bandas. Esse evento continua a ser organizado ainda hoje de uma forma anual e no mesmo local e vai agora para a sua 14o Edição.
No rescaldo desses quatro Warfest Festival, e devido ao seu sucesso, resolvemos criar uma associação de forma a darmos uma personalidade jurídica ao movimento recém nascido. E foi assim que a 13 de Maio de 2008 nasceu oficialmente a Direito de Resposta Associação Cultural, conhecida pela sua sigla DRAC.
A sua missão?
Produzir eventos artísticos de forma independente , ou subscrevendo protocolos e parcerias com outras identidades que se disponham a prosseguir os objectivos e fins da Associação. Dinamizar, promover e organizar concertos com todo o tipo de bandas e artistas, dando sempre espaço e visibilidade aos talentos locais.
Em Setembro de 2008, e de forma a termos uma melhor plataforma e visibilidade, ter melhores condições para oferecer às bandas e público, assumimos como sede da associação o antigo Nyktos Bar, nas Alhadas. Esse bar, que fora outrora um espaço vivo e dinâmico onde a maioria de nós viu os seus primeiros concertos e ficou automaticamente atraído pela música, estava nessa altura abandonado ao seu destino, por isso quando soubemos da possibilidade de fazer dele a nossa sede, não pensamos sequer duas vezes.
Assumimos a responsabilidade, e durante um ano organizamos cerca de 50 eventos, entre concertos, exposições, jam sessions e noites temáticas, estabelecemos contactos e amizades com músicos, bandas e promotores que ainda hoje se mantém e fizeram desta associação um espaço conhecido a nível nacional, pela sua perseverança, honestidade e trabalho.
O boca a boca das bandas e público que nos visitou, chegou tão longe que começamos a receber propostas não só de bandas nacionais, mas também de bandas internacionais que planejavam a sua tour pela Europa. Chegou a tal ponto que não conseguimos dar vazão a tantas propostas, por não termos disponibilidade na agenda nem condições físicas para acolher tantos artistas..
Mas infelizmente em Setembro de 2009, após 50 eventos que contaram com cerca de 70 bandas e inúmeros djs, fomos “forçados” a abandonar o espaço.
A crise financeira que o país atravessava na altura não ajudou a associação, assim como elevado preço do aluguer do espaço, e todas as demais despesas associadas a manter a sede a funcionar.
Enquanto procurávamos uma nova casa, e de forma a não deixar morrer o movimento recém criado e cumprir com os acordos firmados com parceiros e bandas, firmamos uma parceria com o Grupo Desportivo Cova-Gala o que nos permitiu que entre Dezembro de 2009 e Maio de 2010, a DRAC organiza-se na sede clube, 11 eventos que contaram com a participação de 20 Bandas, nacionais e internacionais.
Em Junho de 2010 após terminar a parceria com G.D.C.G, resolvemos voltar ao velhinho armazém onde toda esta história começou, e decidimos que aquela seria a nossa sede definitiva e metemos mãos à obra e forma a melhorar ao máximo as condições do espaço. O dinheiro nunca foi abundante, mas entre todos fomos comprando o que era necessário e aos poucos foi se construindo um palco, pavimentos, tectos, paredes, portas..etc.
Em Setembro de 2011, demos por ‘’terminadas’’ as obras e abrimos as portas aos nossos associados e amigos com o intuito de angariar mais sócios para a associação, a operação foi um sucesso e registramos quase uma centena de associados.
Desde então e ao longo destes 7 anos de actividade intensa na nossa sede situada na Ilha da Morraceira – Figueira da Foz, a DRAC organizou cerca de 200 eventos que contaram com cerca de 300 bandas, oriundas não só de Norte a Sul do país, mas também com muitas bandas internacionais oriundas dos quatro cantos do mundo.
Das quais salientamos:
The Last Internationale (USA), The Quartet of Whoa (Portugal), The Sonic Dawn (Dinamarca), The Prehistorics (Australia), Peste & Sida (Portugal), The Black Mambas (USA), Weaksaw (França), Stone Dead (Portugal), Mother Engine (Alemanha), Crow Black Chicken (Irlanda), Chapa Dux (Portugal), Mata Ratos (Portugal), Kill Em Dead Cowboy (Inglaterra),Andrew Medwed (Ucrânia),For Pete Sake (Portugal), Garotos Podres (Brasil),Holocausto Canibal (Portugal), ,Likle Mystic (Jamaica),Grandfather’s House (Portugal), Sacrimonti (E.U.A), Sniper Alley (Espanhol), Plus Ultra (Portugal), Switchtense (Portugal) , Da Punk Sportif (Portugal), The Grand Astoria (Rússia), The Dixie Boys (Portugal),Grave Dolls (Espanha), Madame Speaker (Inglaterra) THE PHYSICS HOUSE BAND (INGLATERRA) ,THE YEAR (PORTUGAL) DIRTY COAL TRAIN (PORTUGAL) FOR THE GLORY (PORTUGAL)…
Desenvolvemos também várias parcerias, algumas delas Figueirenses e das quais salientamos: Tubo d’Ensaio, Woodrock Festival, Fora de Rebanho Associação Cultural, Mosher Clothing, Daro Guitars.
Ao fim destes quase 10 anos, a nossa missão continua a ser a mesma, mas agora queremos reforçar ainda mais o nosso impacto na cidade e para isso contamos desenvolver mais parcerias e projectos com outras entidades, assim como melhorar as condições físicas da nossa sede a qual precisa de obras urgentes de forma a poder
receber mais e melhores bandas e oferecer mais conforto ao público que nos visita.
Salientamos ainda e com algum orgulho que todo este longo trabalho, aquisição de equipamentos e obras na nossa sede, foram da autoria dos membros desta associação e sem qualquer investimento de entidades públicas ou privadas, mas sinceramente chegamos a um ponto em que precisamos do apoio de todos, para juntos fazermos desta história um monumento que servirá sempre a nossa cidade.
Continuamos com o mesmo alento e vontade com que começamos em 2008, o que nos motiva é o feedback positivo de todos os artistas e bandas que nos visitam, e com com mais ou menos público, continuam a ter a DRAC como ponto obrigatório de passagem e de continuarem a recomendá-la a outras bandas. Assim como termos a oportunidade de apoiar bandas novas e de vê-las crescer com o tempo e a se afirmarem como valores da música nacional.
A continuar..
#wearedrac
